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| 03/03/2009 - Vereadora fala sobre o Carnaval carioca |  | | A CPI do Carnaval da Câmara do Rio investigou suspeita de fraude no resultado do Carnaval 2007 | Entrevista sobre a CPI do Carnaval veiculada na edição de segunda-feira, dia 2 de março, no Jornal O Dia - coluna Informe do Dia. Veja abaixo a entrevista na íntegra:
Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara do Rio que tentou apurar supostas irregularidades no Carnaval de 2007, a vereadora Teresa Bergher (PSDB) vai tirar da gaveta o projeto de lei, redigido pela Comissão, que passa para a prefeitura a responsabilidade de organizar o Carnaval.
Hoje, a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba) é a responsável pelos desfiles do Grupo Especial e pela administração do Sambódromo. “Tenho uma reunião marcada com o prefeito Eduardo Paes esta semana. Vou levar para ele o relatório da CPI”, diz.
— O que mais chamou a atenção da senhora durante os trabalhos da CPI?
A escolha dos jurados, principalmente. Não se pode deixar que o poder de decisão sobre quem serão os 40 julgadores do desfile fique nas mãos de um homem só, no caso, o presidente da Liesa. Isso dá um poder enorme à Liga, é como um ‘cheque em branco’. Outro ponto: há empresas que trabalham na organização do Carnaval que têm em seus quadros diretores da Liesa.
— E qual seria a solução?
Passar a organização do Carnaval novamente para a prefeitura. Não tenho absolutamente nada contra a Liesa, mas está faltando transparência. Afinal, boa parte do dinheiro que é investido nos desfiles vem dos governos municipal, estadual e federal, ou seja, é fruto dos nossos impostos. Tem que haver licitação. E mais: o espetáculo do Carnaval tem que se tornar auto-suficiente.
— Mas o próprio prefeito vê dificuldades. A prefeitura organizando o Carnaval poderia afastar as escolas...
Não concordo. Quem dá boa parte dos recursos para os desfiles é a prefeitura. E, por exemplo, a Beija-Flor não teria tanto destaque se desfilasse em Nilópolis. Então é algo bom para todo mundo. Além disso, a administração da prefeitura não impede a terceirização de serviços ou a assinatura de convênios. |
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